sábado, 19 de julho de 2014

OLHO NO OLHO

Apesar de já ter visto muita coisa, eu sempre me impressiono com determinados fatos.  Essa pendenga entre russos e ucranianos é uma delas. Um país que tem dentro de suas fronteiras algumas regiões onde a maioria da população é de "origem" russa, é agora obrigada a ceder seus territórios só porque essa maioria quer?
Seria esse um novo tipo de domínio após alguma invasão?  Se os russos ou de origem russa que vivem na Ucrânia não querem um sistema mais próximo da União Européia, então que vão para a Russia e pronto. A questão da soberania está acima de todas as outras.
Mas se querem se matar que se matem; desde que não incluam atos terroristas contra pessoas que nada tem a ver com seus problemas.
É claríssima a participação direta (nem indireta é) do governo de Moscou nesse atentado que chocou o mundo.  Mas o que a comunidade internacional vai fazer agora?  A ONU vai intervir diretamente?  Sendo que o representante da Russia se limitou apenas a dizer que os voos não deveriam passar por aquela região e fica por isso mesmo? Está me lembrando de quando Hitler invadia e anexava os países como queria e o mundo só protestando levemente.  Acabou do jeito que acabou!
Se a Europa depende tanto dos "gases" soviéticos, então que encontre uma maneira de não depender tanto. Essa chantagem já está indo longe demais. Existem sim, mecanismos de punição severa para os russos. Eles também dependem da comunidade européia.
Minha sugestão seria que a ONU enviasse tropas para avançar contra os rebeldes de origem russa e os expulsassem das fronteiras ucranianas que eles querem extinguir. Eliminassem a Rússia do Conselho de Segurança da ONU, e aplicassem sansões bem mais ásperas a eles.
E se houvesse resistência de Moscou, ainda perderiam também toda a Criméia que criminosamente tomaram posse.
Não há desculpas que justifiquem o que ocorreu com aquele voo que foi abatido por um míssil terra-ar  a 10 mil metros de altura.  Rebeldes não tem, nem sonham com armamentos desse tipo e dessa sofisticação. E sabiam sim...e muito bem em quem estavam escolhendo como alvo.  Com certeza com ordens expressas de Moscou.
Então se os russos estão pedindo...implorando...!
Basta começar a lhes atender o apelo.
Negociar?  Com quem e com o que?
É a mesma negociação que Israel faz nesse momento com o Hamas. Querem negociar agora pessoalmente e cara a cara.
Simples assim.!!!

sábado, 12 de julho de 2014

PENTA QUE NÃO PARIU.

É...não tem jeito!  Achava que ao menos, por jogar em casa , não teríamos que voltar pra casa.  Mas considerando que boa parte da nossa seleção não joga nem mora por aqui...
Mas agora sim. Passamos pelo carnaval, passamos pela copa. E temos agora pela frente outra disputa medonha.  A troca ou não de nossos governantes. Daqueles que irão dirigir não uma seleção, mas toda uma nação. Aqueles que poderão intervir diretamente em nosso dia-a-dia, em nossas possibilidades, em nossos sonhos.

...vamos ver no que vai dar...

A propósito. Até que a logomarca da Copa no Brasil lembra mesmo uma cabeça sendo segurada por uma mão escondendo o rosto em sinal de desespero. Entendi o verde, o amarelo, o branco e senti falta do "azul" que foi substituído pelo "vermelho"!  Esse eu só espero não ter mesmo entendido...


quarta-feira, 9 de julho de 2014

VITÓRIAS E DERROTAS

O que aconteceu ontem foi, na minha opinião, e de alguns outros especialistas no assunto, uma vitória fantástica da competência em cima da malandragem.  Acabou o tempo das firulas e os tais jogos-de-cintura, da malemolência e da exclusividade da sorte.  Os alemães provaram que até no futebol, os vencedores são os que melhor se preparam. Demonstraram isso como nação que se recupera de tragédias históricas e agora também as leva para os esportes. Não me espantaria se os germânicos despontassem em pouco tempo como os líderes mundiais em todos os setores.

O time brasileiro vinha jogando como sempre jogou. Com malandragem, um pouco de técnica e sempre contando com o brilho da sorte, e  mais algum mito futebolístico para lhe servir como guia.  A imprensa lhes comendo nas mãos.  Dia sim, o outro também tentando saber o que os jogadores faziam, comiam ou, quem sabe, até a textura de suas fezes.

O Brasil sempre foi muito mais do que uma pátria de chuteiras. Mas é sempre "esquecido" disso durante esses eventos.  Dá-se o mesmo nas olimpíadas em que vemos atletas esforçados terem até que sustentar seus próprios custos e treinos em outras modalidades enquanto que nossas seleções de futebol recebem tratamentos diferenciados, quase monárquicos.

Também torci e também sofri ontem com a humilhante derrota por 7 a 1.  E sei que caberiam ai mais uns 10 gols da Alemanha dada a fraqueza e despreparo do nosso time. Chegamos ao cúmulo de assistir um jogador alemão se desculpar pela goleada.  Eles se prepararam para jogar futebol. Eles treinaram como profissionais, eles usaram técnica, destreza, o tal futebol alegre que sempre nos foi rotulado agora foi demonstrado pelos germânicos como uma  lição a ser aprendida.  Se queremos vencer como Nação, é assim que temos que agir. É dessa forma que se conquistam as grandes vitórias em todos os quesitos, seja no esporte, na política, ou na vida como um todo. Com profissionalismo, seriedade, humildade, honestidade e acima de tudo, treinamento de precisão. Praticamente todos os gols do primeiro tempo foram com toques perfeitos de primeira.  Cada jogador dando apenas um toque preciso para o último balançar as redes. Isso foi fantástico.  Não sou apaixonado por futebol, mas realmente tive que aplaudir a Alemanha.

Os "chororôs" dos jogadores ao final da partida também não me comoveram. Eles são milionários e vão voltar para seus clubes fora do Brasil para continuar a ganhar suas fortunas. O que me comoveu, foram as crianças levadas ao estádio e também aquelas outras Brasil afora se debulhando num sentimento de fracasso e desilusão.  Essas crianças é que me comovem, pois são o futuro desse país.

Mas encontrar culpados agora não será o que nos fará melhorar nesse futuro. Não me interessa se foi o técnico Felipão, se foram os jogadores, se foi Dilma ou o PT, se foi  o "Rolling Stone" que estava assistindo, ou a minha filha mais velha que não usou a camiseta amarela da sorte. Não precisamos de bodes-expiatórios nem de talismãs!  Precisamos apenas tirar as chuteiras da Pátria e vestir a consciência de que somos seres humanos como quaisquer outros no mundo. Que temos limitações, que precisamos aprender, treinar, sermos sérios mais do que adeptos das malandragens que cavam pênaltis e faltas.

É hora de voltarmos nossas vistas para a real situação do nosso país que vai a cada dia perdendo mais colocações em todos os rankings do planeta ou alçando rankings negativos.  Esse papo de "sou brasileiro com muito orgulho"... só nos trará sempre a vergonha desnecessária.  Sou brasileiro e sou humano e é só.

Nossos potenciais estão e sempre estarão acima das chuteiras. Nossos potenciais são imensos...

...será que é tão difícil compreender isso????

sábado, 28 de junho de 2014

VOLITANDO

Existem momentos em que precisamos nos interiorizar. Existem ocasiões em que precisamos expandir ao infinito seguindo o brilho de algo que não tem razão de ser simplesmente por não ser, mas estar.  Sucumbimos então à essa necessidade que nos transporta para outros mundos. Para além do conhecido ou do imaginável.  Viajamos pelas estrelas, pelas galáxias, pelo tempo, por entre as esferas gigantescas. Apreciamos cada visão maravilhosa que se apresenta diante de nossos olhos e que nos causam aquela sensação na garganta difícil de descrever. Não é tristeza, não é lamúria;  é somente algo que nos transporta e nos envolve nos jogando ao sabor de velocidades indescritíveis.  Estamos, e ao mesmo tempo não mais estamos em nós mesmos. Não somos mais nós mesmos. Somos partes de um todo e de um todo que sente cada momento.
Lembranças eternas desfilam diante de nós.  As palavras desaparecem, os sentidos não podem ser explicados, o corpo todo se transforma em energia que vibra a uma intensidade jamais alcançada por qualquer substância artificial.
Nesses momentos queremos ficar sozinhos.
Mas sempre algo nos chama a atenção. Algo que no infinito nos atrai para que possamos dividir com outros aquilo que nesse pequeno instante eterno nos torna apenas um. Tudo mais perde sentido e significado. Tudo o que sempre foi importante, simplesmente desaparece e nos encontramos em comunhão com esse todo que nos envolve em sentimentos maravilhosos.
Então, do mundo gigantesco das eternas maravilhas encontramos um pequeno espaço quase perdido no tempo. Um fiapo de acontecimento que se envolve em dezenas de auras angelicais onde o silêncio se interpõe como a mais completa e densa explicação do verdadeiro sentido de se viver.
Acho que um desses momentos mágicos...apenas um entre tantos pode ser muito bem observado....sentido em sua plenitude durante essa apresentação em algum lugar perdido dentro desse planetinha azul.
É quando podemos retornar do infinito e ocupar um pequeno espaço para apreciar e sentir também.

Encontrei aqui um desses momentos que dispensam maiores apresentações...momentos assim, falam por si só...

domingo, 15 de junho de 2014

VAI UMA VAIA AÍ?

Pois é;  conforme eu havia escrito aqui sobre o tal "mono-assunto" , percebo a grande capacidade do mesmo se dividir em diversos sub's.  Como o recente espetáculo de vaias contra a FIFA e a presidente Dilma no Itaquerão.  Tudo bem que seja desagradável, concordo que sejam palavras fortes e de baixíssimo calão, aceito até o argumento de que existiam crianças presentes. Mas ...E DAÍ????
Por que temos que seguir limitações que nos impõe atitudes politicamente corretas???  A Polícia de São Paulo foi surrada por diversas entidades exatamente por conter protestos que tentavam chegar ao evento. Disseram que foi abuso de força.  Deve ser investigado sim, mas e  se os "manifestantes" conseguissem chegar ao Itaquerão?  Já imaginaram a cena de uma invasão com pedras e paus voando em direção à tribuna de honra onde estava a presidente e seus companheiros?
O resultado certamente teria sido bem mais trágico do que a simples orientação a qual a torcida deu a nossa presidente!   Mas como isso não aconteceu, já houve uma dupla movimentação política no sentido de se "enquadrar" a polícia paulista e, de quebra as famosas "elites" que se expressaram verbalmente no estádio.

Afinal de contas...o que se "exprime" dentro desses ambientes esportivos?  Por acaso em estádios de jogos de futebol  só podem adentrar figuras de fino trato?  Daquelas que quando veem um juiz apitar alguma coisa errada se manifestam berrando - " Não senhor árbitro...o senhor está equivocado... "!!!!

Em estádios, pelo que conheço, o povo, sendo ou não de elites, solta o verbo. Põe pra fora de forma VERBAL o que está entalado na garganta.  Seja esse entalo bom ou ruim, será sempre expressado.

Mas como foi em São Paulo...e como foi contra uma governante de esquerda, tá feito o prato e servido.
Não tinham aparência de pobres, não eram negros?  Então eram gente desqualificada e das elites sem vergonhas.

A princípio eu também não havia gostado da atitude do pessoal.  Mas tenho que reconhecer que isso só seria realmente condenável se fosse num evento diferente com características diferentes. Algo como se o Papa sofresse essa agressão em uma grande reunião pública.

Portanto, se esse problema é exclusivo das elites brancas e ingratas dos paulistas, que Dilma então se apresente nos próximos estádios para vermos se as torcidas não se comportam exatamente da mesma forma.
E também que as policias desses Estados não sejam tão rigorosas com as ameaças de invasões dos seus "manifestantes" se quiserem invadir as tribunas de honra dos mesmos!!!!  Afinal de contas, truculência policial é só exclusividade das policias de São Paulo.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

DEPOIS DO TESÃO

Certo; entramos no mês do mono-assunto.  Tudo agora, ou ao menos a maior parte, será sobre futebol e a copa que se inicia hoje. O brasileiro gosta de futebol, ao menos é o que nos define perante o mundo. Podemos até não ser um país sério, mas somos alegres, receptivos e, desconsiderando os números de mortos na guerra silenciosa que leva cerca de 100 mil brasileiros mortos todos os anos em acidentes de trânsito e homicídios, somos sim, um povo pacífico.

Em resumo, sou brasileiro também. Apesar de não gostar de futebol, ou pelo menos não me empolgar a altura como é praticamente exigido de quem nasce por aqui, vou torcer para que os jogos aconteçam e que o melhor vença seja quem for.  Mas espero também que o povo não se iluda, nem se esqueça de continuar a exigir os seus direitos quando o evento terminar. Que fique atento para que as tais obras "que vão ficar aqui" sejam completadas e não abandonadas ou postergadas eternamente. Há muita coisa que precisa ser concluída, outras que precisam sair do papel, fora as novas que precisam ser também aplicadas.

Se uma casa tem problemas com vasos sanitários entupidos, energia elétrica em curtos devido à fiações mal realizadas, dispensa mal administrada, enfim, cheia de problemas pontuais, nada contra receber visitas para um rápido churrasco em fim de semana.  Desde que os problemas sejam sanados ao término do acontecimento quando as visitas forem embora.

Viver de aparências não deve ser uma questão de filosofia de vida como parece estar acontecendo nesse país. Se as brasileiras lideram o ranking de cirurgias plásticas, se o Brasil é um dos campeões em consumo de cosméticos, se a maquiagem é o forte e a ostentação é sinônimo de status, está na hora de baixar a bola e considerar que essas efemeridades o tempo leva de um jeito ou de outro.  A única coisa que fica é o caráter, e o que foi construído com ele.  Se nos preocupamos realmente com os que virão, com aqueles que receberão esse país de nossas mãos no futuro, precisamos estar atentos contra aqueles que só veem o instante presente. Que só se interessam por eles próprios dizendo-se defensores do Brasil e do povo brasileiro.

Essa "turminha" está sempre se maquiando, fazendo plásticas, implantando cabelos, sempre para parecerem o que na verdade não são.

A estética pode até dar tesão, empolgar, chegar até o orgasmo...

...o problema é depois...!!!!


domingo, 8 de junho de 2014

CONSCIÊNCIA, FATOS E INTENÇÕES

Por que estamos tão apáticos?  Por que precisamos ter incessantes propagandas ufanistas esportivas para resolvermos voltar a gostar de copas do mundo? Por que o povo brasileiro tem que ser submetido a todas as espécies de torturas físicas e mentais ao sabor de interesses políticos ou financeiros daqueles que jogam nos tabuleiros de seus interesses exclusivos?

Eu sei, de certa forma isso sempre foi assim!  Só que agora tem aumentado em proporções dantescas.

Nunca gostei de futebol. Mas isso sou eu.  Procuro respeitar os gostos desde que sejam verdadeiros e não impostos como uma falsa identidade nacionalista.  Minha preferência nacional, aliás, uma das poucas se resume à admiração pelas bundas femininas e as feijoadas.  Não sou católico, nem espirita, mas me contento em crer numa outra forma própria de admirar e respeitar o universo sem me considerar ateu.

Mas isso não me impede de observar o quanto somos manipulados por todos os lados. Desde o que devemos fazer, vestir, comer, e  até em quem  devemos votar para que também possam nos dizer o que temos que fazer, vestir ou comer.

Faço o que gosto, visto o que me agrada e como o que eu  quero.  Não aceito que me imponham o que devo sentir ou  pensar.  Embora já tenha sofrido a minha cota de lavagem cerebral desde a infância, aprendi com o tempo a me isolar de conceitos absolutos.  Nada, afinal, é absoluto!

Busco a famosa "metamorfose ambulante" do saudoso Raul e fujo do desejo de ser mais denso pra justamente "não segurar na cabeça o que eu penso"  contrariando  Fábio Jr.   São apenas fórmulas ditas de procura da tal felicidade que não existe na verdade.  Feliz, para mim, significa ser alienado.  Seja alienado e seja então feliz.  A ignorância é, na maioria das vezes, uma benção!

Conforme descrevi no cabeçalho desse blog,  "eu não sei de nada, só um pouco de tudo". Daí vem meus eternos questionamentos.  Daí meu entender do porque de tantos sábios viverem cheios de dúvidas e tantos idiotas cheios de certezas!  e "culpas", seguindo uma leitura inversa  do compadre Washington!

Talvez essa apatia que observo hoje em dia seja um sinal de que a tal "consciência" esteja começando a dominar as pessoas.  Talvez essa loucura em que o mundo mergulhou recentemente e sem uma causa definida nem consistência aparente possa representar exatamente o início dessa mudança comportamental.  O estertor do cadáver das velhas certezas, agonizante.

Existem portanto, FATOS e INTENÇÕES.  O primeiro é incontestável, o segundo o que manipula. Aquele que interpreta os fatos de acordo com seus interesses próprios.  Sem uma consciência, um povo pode ser manipulado mediante mecanismos já testados e aprovados pela história da humanidade.
Mas... e se a tal consciência começar a surgir ???

A consciência não reconhece mitos, não aceita o que a lógica refuta, não se aprisiona em conceitos, nem se submete às distrofias de caráter. A consciência é livre, didática, é a própria essência do universo.

E respondendo a minha própria pergunta inicial desse texto;  é justamente o nascer dessa consciência coletiva que vem fermentando o nosso país e  o nosso mundo nos últimos tempos.  Ela está nascendo. Embora certas resistências jurássicas ainda se matem para impedir isso e lutem com todas as forças moribundas para atrasá-la um pouco mais.  Só que se utilizam de mitos,  ilogicidades , conceitos enraizados além de apelarem às distrofias de caráter.  Mas de nada vai adiantar...

...a consciência chegou porque tem que chegar...!