QUANDO O PREÇO DE UM BENEFÍCIO É UM MALEFÍCIO.

Muito me preocupa a forma como é exercída a política em nosso país.
Um "jogo", como se costuma dizer. Mas um jogo perigoso muitas vezes.
Se levarmos em consideração que a maior parte da população não tem conhecimentos sequer básicos sobre o funcionamento do mecanísmo político, chegamos à conclusão de que são extremamente "manipuláveis" através de procedimentos quase sempre ilegais do ponto de vísta constitucional, mas que de uma forma, ou de outra, acabam por produzir resultados benéficos aos pseudo-líderes políticos.
Ultimamente tenho aproveitado meu escasso tempo, tentando me alimentar com algumas informações em diversas fontes, sejam elas blogs, sites, informatívos on-line, entre outros.
Tenho percebido claramente o quanto se "flérta" contra a constituição!
Ambos os lados usam de subterfúgios eloquentes, porém, de legalidade duvidosa. O que me tem parecído infelizmente, é que o PT que hora governa nosso país, tem abusado mais dessa prática.
É público e notório que isso já foi feito em outras épocas, e também através de outras síglas partidárias. Porém, tudo tem aumentado, e muito, nesse governo.
Chegamos ao ponto de ouvír que a imprensa "persegue" determinados partidos. Sei que todos tem um lado, mas sei também que "noticiar" faz parte do papel dessa mesma imprensa. Ao invés de quando se sentem prejudicados, os políticos acionarem qualquer tipo de mecanísmo jurídico, optaram (até por conhecer a morosidade desse procedimento) por tentar desacreditar essa imprensa. Rotúlam com pejoratívos, implantam idéias de perseguição, mas no entanto, reclamam de não obterem respostas que qualquer indivíduo com o mínimo de informação, podería qualificar como "propaganda partidária", e isso a imprensa não faz.
Tenho vísto o quanto esse governo se utiliza do poder da máquina, que já nos custa o prêço de um dos maiores impostos do mundo. Parece que não há limites, ou então, estão testando até onde esses limítes podem ser ultrapassados, sem que sejam "chamuscados" em excesso.
Dízem que no Brasil, não há mais a "direita" disputando os cargos mais importantes, e logo na sequência se classificam como perseguidos pela mesma "direita" que negaram existir na disputa. Ou seja, exíste um contra-senso gritante nessas afirmações.
Nunca me sentí um direitísta, esquerdísta, ou centrísta. Me considero pelo que sinto, vejo, e assimílo. Procuro me situar conforme vejo progressos legítimos sendo alcançados, e não "objetos" luminosos expostos às massas como conquístas verdadeiramente efêmeras.
Os contrastes podem ter diminuído sensívelmente, mas não da forma impactante como alardeiam os partidários do poder.
Exístem controvérsias chocantes em todos os argumentos apresentados. O mundo mergulhou recentemente numa crise sem precedentes levando com isso a desvalorização do dolar. Aqui, ficamos protegídos por mecanísmos como o PROER, tão criticado pelo governo atual, mas que com certeza agora presta os seus servíços.
Essa críse externa dessa vez, veio por outros motívos. Não por uma desestabilização pontual de mercados, mas por "jogos comerciais" ilusórios propagados por bancos.
Mas noto que isso ajudou o mundo a evoluír. Não podemos mais qualificar os movimentos como esquerda, ou direita, pois isso está mudando.
Uma nova éra chegou. A informática nos permíte expressar nossos pensamentos, e opiniões como nunca antes na história da humanidade.
O problema resíde em "onde" encontrar formas confiáveis de informações. Isso faz com que se busque argumentação racional. Embora muitos detenham esse dom, buscam usá-lo em benefício de suas ideologías partidárias, deixando de lado, o verdadeiro interesse como nação.
Sería isso quase um subôrno moral?
As lístas de prioridades, navegam ao sabor das flexibilizações de pesquísas de opinião.
Não há o interesse patriótico, mas o interesse partidário. Não há uma distribuição de renda, mas uma aparente necessidade de tornar o Estado cada vez mais paternalísta.
Se ser direitísta, é ser contra esse procedimento, então o sou.
Mas também concordo com a urgência de se criarem mecanísmos para que a população não se sinta mais refém de medidas eternamente emergenciais, e possa usufruír de benefícios conquistados através de esfôrço próprio. Isso é ser esquerdísta?
Ouví certa vez, que temos impostos europeus, e recebemos benefícios africanos. Nada mais eloquente, e verificável. Isso é ser esquerdísta?
Isso não é de agora. Já vem se arrastando há muito tempo. A diferênça, é que agora temos a internet para nos comunicármos. Não há mais como ficarmos calados apenas agindo como receptores calados.
Portanto, qualquer tentatíva de manípulação popular, vai esbarrar com esse "inconveniente" para qualquer governo.
No último debate na TV bandeirantes, os candidatos estiveram expostos à pergunta de qual objetívo atacaríam primeiro no seu governo. Educação, saúde, ou segurança.
Bem! Todos obviamente desfilaram verbalmente pela políticamente correta frase do "todos".
Na minha opinião, a educação é o principal ítem. Ela é a orígem de todas os problemas, e soluções de um país.
Através da educação, o povo passa a ter personalidade, ter identidade, e ter opinião própria, ao invés de ser sempre manipulado.
Através da educação, se conquístam possibilidades de melhorar a saúde, e consequentemente se reduzem os índices de violência em todas as áreas.
O marginal, passa a ser o marginal verdadeiro, e não um cidadão compelído por circunstãncias negatívas à cometer algum tipo de delíto.
A justificatíva estaría então abortada.
Dizer que atacaríam os três problemas simultaneamente, como disse a candidata da situação, e os outros também, é no mínimo uma ilusória tentatíva de ganhar tempo, e explorar demagógicamente uma tristêza real. A de que perpetuamos esse problema com fins políticos.
Nada nesse país "deve" ter uma resolução final. Nada deve ser resolvido definitivamente, pois estaríam desconstruíndo possibilidades eleitoreiras. Assim como a seca nordestína, ou a violência, ou o tráfico, e tantos outros problemas.
O contrôle desses problemas, e a habilidade em mantê-los sob esse contrôle, é que elege, e mantém as síglas nesse pedestal eterno.
Continuo convícto que uma verdadeira democracía, é um Estado de Direito, e portanto podemos emitir nossas opiniões, e divergências, incluíndo também se negar a escolher qualquer candidato.
Meu voto infelizmente continua sendo NULO. Até que essa massa hipnotizável, e fácilmente manobrável, não seja mais obrigada à comparecer frente à urna.
Não estou retirando nenhum direito conquistado. Não estou impedindo ninguém de se manifestar com seu voto. Estou apenas protestando quanto à obrigatoriedade de se exercer um direito.
Deixo isso aqui registrado no dia 8 de agosto de 2010. Um domingo ensolarado, e dia dos pais. Eu como pai, espero que minhas filhas, e meu filho, um dia possam olhar esse país com satisfação, mas jamais com orgulho. Sentimento esse que tenho combatído sempre. Mas isso é uma outra história.

...obrigado Zé!

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