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Ainda me lembro de quando o Brasil deixou de ser comandado pelos militares no final dos anos 80.  Tancredo Neves iria assumir a Presidência da República, mas subiu a rampa do palácio carregado pelos Dragões por já estar morto.  No entanto, o Vice José Sarney assumiu então o posto.  Durante seu governo, inúmeros "planos" foram feitos para colocar a economia nos eixos.  Sempre que a crise se aprofundava, lá vinham novos "planos" que, postos em prática, solucionavam o problema temporariamente.  Plano Bresser, plano verão, plano cruzado, enfim, um desfile interminável de planos sempre tentando por todas as formas, corretas ou não, tentar domar a terrível inflação e o desemprego que insistiam em assolar a nossa economia.

Sarney saiu de cena e entrou Fernando Collor de Mello, aliás, foi meu último voto de confiança em qualquer político.  Mais "planos" mais tentativas frustradas, mudando novamente a moeda de cruzado para cruzeiro, enfim...ainda tinham planos.

Collor foi chutado e ficou então Itamar Franco para nos devolver o velho fusca e tentar mais as suas aplicações de novos "planos".   Através de sua equipe e do seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, elaboraram mais um "plano"... o Plano Real, que, além de modificar outra vez a moeda e o nome desta, teria que sofrer uma mudança gradativa de Cruzeiro para URV's  (Unidades Reais de Valor), para só então, chegar-se finalmente ao Real que temos até hoje em dia.

Isso fez com  que Fernando Henrique Cardoso, se tornasse o novo Presidente do País e continuasse com mais planos, até na área social.

Dois mandatos depois e com a economia já sinalizando desgaste, foi substituído pelo então ex-operário Luíz Inácio Lula da Silva.  Esse não planejou nada, ou melhor, até planejou, mas praticamente tudo ainda esta apenas no papel.  O que fez foi, continuar e melhorar aqui e ali os "planos" do antecessor!

Mas como sempre, os nossos "planos" são sempre, de alguma forma, paliativos e temporais e, assim como todos os anteriores, precisam de novos destaques, novas modificações, ou até mesmo, novos planos.  Acontece que, após 13 anos de governo petista, os planos acabaram.  A terra secou, a fonte geradora de novos "planos"  tornou-se infértil.

Hoje, não temos mais planos, não temos mais propostas, não temos mais a menor ideia de como sair de mais essa situação econômica que sempre temos de superar, aliás, o brasileiro já descobriu o seu talento, superar dificuldades econômicas.  Acontece que agora, não temos nenhum "plano" para isso...e agora?

Agora estamos mais uma vez no dilema de escolher entre o mal maior. ou o mal menor.  Se Dilma continuar no governo, será o mal maior, sendo que se ela sair, teremos o mal menor.  Quem chefiar o Executivo nos próximos anos, não importa o partido, a ideologia, enfim, vai comer o pão que o pt amassou.

O único "plano" que eles parecem ter é o do ajuste fiscal, incluindo a volta da CPMF odiada.
Acontece que, esse retorno não irá recuperar os empregos, a confiança, nem a tão propagada retomada do crescimento, até porque é um imposto inflacionário.  Empresas pequenas e médias e micro estão fechando as portas, estão demitindo, não por gosto, mas por necessidade.

O consumo desaba, os juros sobem vertiginosamente, ao mesmo tempo que setores importantíssimos como saúde, educação, e infraestrutura sofrem cortes de verbas monumentais.

Até mesmo o PT que tem esse único "plano" está dividido nessa questão, e então eu pergunto, qual o plano que tem aqueles que são contra esse único?  Baixar as taxas de juros para apostar no aquecimento do mercado e descontrole da inflação?  O povo está endividado até a tampa, está desempregado, devendo, e consumindo cada vez menos.... a troco de que iria às compras com taxas de juros menores?   Aumentar ainda mais suas dívidas?

Saia Dilma, entra Temer....   Saia Dilma e Temer e entre Aécio, ou Marina, ou qualquer um que se apegar à cadeira executiva mor... terá pela frente agora , apenas a pequena.,.. a minúscula vantagem de recuperar um pouco a credibilidade do mercado.  Algo muito sutil, mas que se for acompanhado de algum bom "plano", talvez possa nos levar , não à retomada do crescimento, isso já não nos pertence mais, ao menos por hora, mas sim, a longa, difícil, dispendiosa, sacrificante, terrível e sofrida subida pelas paredes musgosas desse enorme poço em que estamos.... e tudo isso, com certeza ainda carregando o PT nas costas e sendo sempre agredido por ele que vai estar tentando como sempre, sabotar cada movimento rumo ao alto.  Irá deslocar pedras, bater nas costas, chutar o saco, dar gravatas, enfim, até chegarmos lá em cima novamente para voltar a sonhar com a retomada do crescimento.  Daí então, quem sabe eles voltem ao poder, e gastem tudo de novo...!




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