EFEMERIDADES

Nessa manhã de domingo de páscoa em que me pego mexendo em algumas gavetas, subitamente sou surpreendido por uma bela foto de minha filha mais velha quando tinha apenas 1 ano de vida.
Observo aquela bebezinha linda, de olhos arregalados e expressão tristonha no olhar, enquanto me questiono. onde estará agora aquele anjo?

A resposta mais óbvia, é que certamente cresceu, e hoje desfila com seus 22 anos pela vida!

 Mas...não gosto de obviedades!

Ainda me lembro do toque, do cheiro, do chôro, dos risos das minhas filhinhas desaparecidos nas cortinas do tempo. O tempo transformou-as, é certo. Mas nem mesmo elas possuem essas memórias. Não possuem mais aquela estatura, aquela aparência, e por certo, aquela consciência.

Aquela menininha da foto, infelizmente, não existe mais.

Assim como ela e a irmã,  eu, ou qualquer outro ser vivo, passamos a ser outro ser...e depois outro...e depois outro, deixando para trás os despojos orgânicos, celulares, atômicos de cada partícula de nossa complexa composição.

Vivemos e morremos todos os dias para que outro corpo substitua o anterior até que finalmente esse cíclo se encerre em definitívo. Essa efemeridade passa então a ser a questão!

Ah!  Essas mulheres da minha vida!   As bebezinhas barulhentas, as meninas encantadoras, as mocinhas alegres, e as moças dinâmicas caminhando para as mulheres decididas...Tudo isso desfilando diante de meus olhos.

Toda a matéria é efêmera!  Nenhum ser é poupado, tudo é muito comum...tudo é muito óbvio!!!!

...Mas...!

...eu detesto obviedades...!

Comentários

  1. Pura nostalgia Robson.
    É isso mesmo. Os filhos, se pudéssemos, ficariam sempre com a gente e, se possível, sempre crianças.

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