A ARTE IMITA A VIDA, MAS A VIDA NÃO IMITA A ARTE.

Nesse domingo sem nada pra fazer, ou melhor, tería que continuar uma arrumação na casa, mas aquela característica preguíça dominical que impede o ser de lavar o carro, ou limpar o seu habitat, e a arrumação é mais uma vez prorrodada, ou postergada, pra não dizer também, adiada para quem sabe, uma outra oportunidade.

O fato é que ontem no sábado, adquirí junto a panificadora perto de casa, também conhecída por "padaría", mais alguns filmes piratas de baixa qualidade e que "destroem o meu aparelho de tv, o meu DVD, alimentam a industria do crime, e consequentemente também vem com todas essas mesmas mensagens junto, mas que também substituem todas essas pequenas inconveniências, por um preço mais honesto, e o melhor, sem impostos para o governo se divertir.

Junto dos quatro filmes consegui também um exemplar "crássico" (como disse o meu amigo vendedor), trata-se do filme "Tarzan contra o mundo" na tradução nada literal de "Tarzan!s New York Adventures" com John (qualquer coisa)muller, produzido em 1942 no auge da segunda grande guerra.

Apesar de ser uma aventura bonita e séria (na época), nos dias de hoje sería facilmente classificada como uma comédia da ingenuidade. E digo isso tanto na classificação de produção, como na das pessoas que assistiram em épocas mais contemporâneas.

Algumas cenas lembram os desenhos dos "Flingstones", outras na impiedade e no descuido com detalhes como as famosas saídas de mergulhos em que todos estão secos e penteados. Jane não precisa ser corajosa pois é bonita, "segundo o próprio Tarzan." Uma coisa interessante sería saber como manter aquela aparência física explendorosa sem qualquer arranhão, picada de inseto, ou esfolados diante de uma vida tão recalcitrante.

Outra explicação conveniente, é a de como um ser que mal passa do vocabulário dos "ugs", consegue entender as extensas dissertações que ela filosoficamente expõe, e que ele (tarzan) observa para logo em seguida verbalizar o famoso "mim Tarzan voce Jane"! Assim não dá nem pra discutir a relação!

No meio da selva africana, Jane lava a louça, limpa a mesa com um paninho, e enfeita o cabelo com uma flor...Enquanto Tarzan prepara uma fisga de pesca para Boy, já que não tem televisão.

O filme é em branco e preto, e as cenas ainda utilizam aquele truque da aceleração dos movimentos mais lerdos para "ajeitar" uma certa mobilidade dos personagens.

Naqueles tempos, os maus eram maus, e os bons eram bons, e acabou. Não tinha meio termo, nem conversa mole.  Tanta ingenuidade chega a causar estrondosas gargalhadas, e indico para familias que queiram se divertir num fim de semana sem muitas pretenções.

No final do filme ainda se pode observar um pedido para que o público compre "Bônus do Departamento de Defesa", sinal de que já naqueles tempos a guerra estava ficando mesmo cara.
Não vou meter o pau nesse assunto, afinal, não fossem eles, e hoje estaríamos falando alemão, que também não tenho nada contra, afinal descendo deles, mas não tenho temperamento pacífico para me sujeitar a qualquer tipo de ditadura, sendo ela de esquerda, direita, centro, ou alto e baixo.

Depois de assistir, pesquisei no google, e descobri que o pequeno ator que vive o "Boy", morreu há menos de dois meses atrás com 79 aninhos.

Pois é!  A vida as vezes é uma piada. Para achar a graça, primeiro precisamos entendê-la...

...na foto abaixo da esquerda para a direita (não confundir) estão chitha, Boy, Tarzan, e Jane!!!!
...além do que parece que o galho foi serrado bem na junta com a árvore...sei não!!!!




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