ENTRE OS VERMELHOS E OS AZUIS

Eu  ainda me lembro de quando éramos  crianças, brigávamos para sentar no banco da frente do carro em qualquer passeio.  Por incrível que possa parecer, via meus funcionários, sempre que me dispunha a levá-los para casa por motivo de horários estendidos, quase a mesma disputa e mesmo assim, já adultos crescidos.

Quando, nessa época, seus salários mínimos de uns 560,00, faziam com que comprassem tênis de 600 a 800,00, sempre me perguntava se não tinham outras prioridades, mas enfim, cada qual que acalente e realize seus sonhos de consumo.

O Partido que governa o Brasil atualmente, cresceu alimentando a ladainha de que, agora, pobre pode viajar de avião.  Pobre, agora,  pode consumir produtos que antes não podia, enfim, acenou e produziu mecanismos ditos de inclusão como se fosse apenas isso que os pobres mereciam.

Deixaram de lado, com muita propriedade todo o resto.  Saúde, educação, segurança, infraestrutura, e tudo o que realmente pode se dizer durável e extremamente necessário.  Mas se você reclama disso, pronto;  já passa a ser um preconceituoso que odeia pobres e acha que eles não devem ter absolutamente nada.

Pouco tempo atrás, houve um caso bastante explicativo pelas circunstâncias em que se deu.  Alguém criou uma informação mentirosa de que o governo iria cancelar ou atrasar o programa Bolsa Família e isso bastou para que houvesse  uma verdadeira corrida aos bancos de pessoas com bons carros, celulares, vestuário, e até tablets, enfim, todo aquele aparato supérfluo mas que causa uma sensação de prazer de consumo.

Outra propaganda alimentada no objetivo da inclusão também se deu no âmbito do ensino superior, através das tais cotas.  Muito mais fácil e mais visível politicamente, é criar esse mecanismo que elimina a necessidade de se melhorar o ensino básico e remediar o problema no final do ciclo.  E coitado daquele que não concorda ou, ache estranho tal processo.  Passa a ser considerado racista!

Somando-se mais algumas outras medidas, também ditas, de inclusão e de caráter parecido, temos então um País dividido entre os mocinhos e bandidos.  Daqueles que acreditam que não precisamos de Instituições para se fazer justiça, e daqueles que ainda as prezam como um meio de manter a ordem pública.  De uns que querem o progresso revolucionário impondo que o retrocesso é uma característica particularmente exercida pelos mais conservadores.

Tudo isso pode ser apontado pelas esquerdas como um sonho durável, mas infelizmente não é!

O tempo em que durou com alguma expressão mais concreta, foi aproveitado por excelente propaganda divisionista.  O famoso "Nós contra Eles"  que dividiu o Brasil.  Só que esse tipo de trabalho e resultado, não dura muito.  O que vemos agora é isso.  A menos, é lógico, que seja imposto através dos meios em que países ditos socialistas ou comunistas se utilizam como censura dos meios de comunicação.  Tudo é controlado então, e a população tem sempre informações de que tudo vai bem.  Assisti o filme 1984 de Jorge Orwell  onde mostra uma sociedade tipicamente nesses moldes.
E isso não é apenas ficção.  A Coréia do Norte especifica muito bem esse caso.

Assista o filme:



Esses grandes vendedores de sonhos, cobram muito caro por eles, e sempre acabam deixando em troca, um pesadelo igualitário que vai de encontro à melhor essência do ser humano que é a liberdade de pensar por si próprio.  Esse geralmente é o objetivo do Estado forte.  O absoluto controle de tudo.

Sempre irão existir os que tem mais e os que tem menos.  Embora existam sim, mecanismos para se reduzir esse distanciamento, não há como eliminá-lo.  Nem onde isso ainda existe no mundo como nos ditos países comunistas ou socialistas.  Lá, a maior parte da população deve se contentar com o básico para a sobrevivência enquanto os "líderes"  e seus aliados formam a casta que tem tudo.

Assim é que funcionam os países estagnados pela ilusão do coletivismo imposto.  Basta observar a Coréia do Norte comparando-se  à  Coréia do Sul.  Quando o muro de Berlim foi posto abaixo, a Alemanha unificada percebeu como viviam seus irmãos do oriente e foi um trabalho duro absorvê-los.  Gostaria de sabe se houvesse um plebiscito para todos voltarem à forma antiga do lado oriental qual seria o resultado desse.

Portanto, inclusão social é aceitável e até desejável, porém, deve ser feito a partir das bases de uma sociedade, e não no final simplesmente induzindo ao consumo desenfreado de bens e serviços supérfluos.  É preciso antes, educar, sanar, criar condições para que as pessoas pensem e ajam com prudência e respeito mútuo.  Que não se dividam em "lados" antagônicos, nem disputem colocações predatórias se exibindo falsamente como humanistas.

Aqueles que vendem esses sonhos utópicos é que estão amealhando tudo como sempre fazem e sempre fizeram.  Basta ver os milhões, os bilhões que estão desviando para si próprios ou para os partidos.  E nós, temos que enfrentar mais uma crise imposta por eles que estão apenas preocupados com suas "boquinhas" esfomeadas enquanto o País vai mergulhando cada vez mais no abismo.

Só estamos ainda em razoáveis condições pelas instituições que ainda se mantém fortes, mas que as esquerdas teimam também em destruir.  A democracia é apenas um empecilho para eles.

Quanto ao tal "Capitalismo" é, realmente o pior dos sistemas, excetuando-se todos os outros como bem disse Churchill.   Só precisa mesmo é ser aperfeiçoado, melhor utilizado e de forma também mais moderada.
Já o comunismo travestido de socialismo é que está se provando mais uma vez ser o verdadeiro retrocesso da humanidade com todo o seu divisionismo, estagnação, e perda total de liberdade de expressão, idéias e respeito à vida!  O verdadeiro responsável por tanto derramamento de sangue, e lágrimas no mundo.

Qualquer pesquisa, por mais superficial que seja na história do mundo, prova tudo isso!



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