E SE EU FOSSE PRESIDENTE???? ( 2 )

continuação...

Pois então, como vinha dizendo, a nossa justiça sempre foi uma caixa de pandora que, com o tempo, vem recebendo mais e mais aditivos.  Vem acumulando benefícios que acabam por tornar seus membros mais intocáveis.  Na outra ponta, o sofrimento daqueles considerados como lixo, não como seres humanos, sobrevivem em depósitos já além do ponto de saturação.
É certo que criminosos devem pagar por seus crimes, mas é certo também que, a perda da liberdade é, por enquanto nesse país, a punição para eles, e isso de forma alguma transforma sua condição humana em qualquer outro tipo de objeto descartável.

Eu teria 4 anos para, ao menos, tentar mudar alguma coisa no sentido possível da parte federal, sabendo que existem desmembramentos nas esferas estaduais.  Para isso, iria buscar equipes que, de posse de alto conhecimento técnico, pudessem apontar soluções possíveis para minimizar os problemas dessa questão.  Não tenho uma ideia pronta, até porque o problema é muito complexo.

No entanto, algumas soluções como privatizar o sistema prisional, adequar melhor as condições dos detentos para que o Brasil não seja visto como um país que mantém calabouços medievais em lugar de celas e fomentar uma profunda reforma penal através do  Legislativo, seriam sempre movimentos no sentido de corrigir problemas sérios. Caso houvesse tempo para outras coisas, tudo bem, mas só dar um início a um processo desses, já estaria de ótimo tamanho.



                                                           QUARTO PASSO


Os três pontos a que me referi anteriormente, meio que por cima e sem me aprofundar muito em detalhes para não fazer do texto um livro,  expõe, ao menos a direção, uma noção do caminho, sabendo das dificuldades para concluir cada detalhe.  Eu sei que não é fácil, mas como disse anteriormente, também não é impossível.

Agora que saímos dos pilares principais, partimos então para os secundários, que, apesar de classificados dessa forma, evidentemente não são menos importantes.  Porém, com a educação, a saúde e a segurança já com as programações definidas, parto então para a área da Economia.

O mercado é terrível.  O mercado é monstruoso, é um alimentador e um devorador de sonhos por assim dizer.  Mas é o coração que pulsa e nutre todo o sistema social.  Sem ele, não haveria como se fazer qualquer coisa.  A menos que sejamos como a Coréia do Norte.  Graças ao bom Zé, nós não somos.

Mas o que o mercado necessita para se tornar um ente bom...mais compreensivo, mais calmo, mais manso?   Obviamente não será através de medidas que lhe cutuquem com vara curta.  É preciso então estudar um equilíbrio harmonioso entre taxa de juros, tributação, e controle inflacionário.  Além de outros aspectos como infraestrutura, crédito, e políticas de fomento.

O principal benefício que o mercado gera, são os empregos.  Os empregos geram renda e consequentemente retroalimentam o mercado. Esse processo gera impostos, que por sua vez, são aplicados nos insumos de fomento e por aí vai.   Não é tão simples assim, eu sei,  mas uma boa equipe diversificada de economistas podem produzir aspectos desejáveis dentro desse contexto.

Já nas questões salariais, teria de haver diálogos muito bem conduzidos levando à mesa de negociações representantes do setor empresarial e entidades sindicais para estudar e também aplicar medidas que sejam mais razoáveis para todos, como por exemplo a FLEXIBILIZAÇÃO DA CLT.

Dentro dessas negociações, vários tópicos seriam estudados e apresentados, como a diluição de um piso nacional.  Um profissional encontra dificuldades em conseguir o primeiro emprego em uma empresa de pequeno e médio porte, muitas vezes devido ao piso dele ser equiparado ao de uma empresa de grande porte.  Ou vice versa, a depender dos estudos.  O micro e pequeno empresário, muitas vezes não tem condições de arcar com os custos trabalhistas tal qual o médio e o grande, portanto, poderia ser constituída uma escala progressiva dentro desse segmento.  Como disse anteriormente, tudo sempre incansavelmente proposto junto a ambos os setores interessados.

Ainda dentro dessas negociações haveriam também propostas de redução da carga tributária, isso é óbvio.  Todos enfim, teriam que oferecer ou ceder algo.  Os empresários, os banqueiros, os sindicalistas para chegar a um consenso ou algo próximo disso, mesmo que levasse todo o tempo do mandato.  Como eu disse anteriormente, não é questão de continuar no poder, mas de dar um caminho e pensar e agir com interesse no país.

Os programas sociais seriam mantidos dentro dos aspectos razoáveis, e seriam retirados aos poucos conforme o mercado respondesse.  Projetos assistencialistas perdem a razão de suas existências e isso, aos poucos teria que ser obrigatoriamente revisto para não se tornar apenas uma fábrica de votos.

Tudo teria que ser meticulosamente fiscalizado caso a caso.  Hoje, na era da informática, isso já é possível.

Ainda no mercado, temos que minimizar ao máximo a nossa dependência exterior.  Eu entendo que a globalização impõe exigências difíceis.  Mas...ou temos ou não temos soberania.  Nosso país é potencialmente soberano, embora insista em se manter na parte oposta.  Eu proporia investimentos sérios na gradativa diminuição de venda de commodities.  Ao invés de petróleo, comercializaríamos o combustível refinado e outros derivados, ao invés do minério de ferro, venderíamos aço e produtos acabados, enfim, gradativamente daríamos início à uma era de transformações com incentivos tanto de crédito, como fiscais, para a criação de indústrias voltadas a esse segmento.

Manteria, ampliaria e aperfeiçoaria constantemente, cursos técnicos para que tivéssemos também acesso a mão-de-obra das mais qualificadas possíveis.  Incluindo programas em que o aluno não pagasse absolutamente nada, vindo a ressarcir o Estado somente após já estar trabalhando e mesmo assim, com financiamentos paternais.



continua...




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