REALMENTE UM SACO

Política costuma ser um assunto que muito pouca gente gosta, mas é um assunto que trata diretamente com nossas vidas. Tudo o que fazemos, tudo o que consumimos, tudo o que pensamos, dizemos, aprendemos, enfim, tem sua origem na política.

Eu sempre fui, confesso, um alienado nessa questão. Tinha lá quando jovem, outros interesses, outros objetivos, e muitos sonhos como todos os jovens. Não me preocupava com quem dirigia ou como dirigia os rumos das esferas, qualquer uma delas.

Houve alguns momentos em que cheguei à participar até de algumas campanhas, mas sempre sem muito critério, mais como diversão mesmo.

Já há alguns anos atrás, comecei a prestar mais atenção nesse universo estranho. Comecei a prestar atenção em como tão poucos influíam de forma definitiva na vida de muitos. Percebi que, assim como o futebol, ou a religião, a política envolve passionalidades grotescas!

Para fugir das tais passionalidades, comecei a detestar futebol, comecei a questionar religiões, me tornei então, um questionador do por que se criarem ou cultuarem mitos e personalidades de forma tão exacerbada. Criamos meninos e os transformamos em deuses, aceitamos dogmas e não precisamos mais pensar! Não, isso comigo não dá certo!

Agora, na política, percebo as mesmas passionalidades que fazem irmãos se pegarem em nome de mitos, de representantes que eles escolhem não só para representar seus interesses, mas para demonstrar todo o tempo que eles estão sempre certos e os outros, errados.

Parece não existir nunca um interesse nacional, estadual, ou municipal, existe apenas o interesse em demonstrar que o MEU PARTIDO é o melhor e os outros são PIORES. O meu representa o bem supremo, os dos outros o mal encarnado. O meu candidato é o bam bam bam, o outro, um bandido engravatado.

No meu caso, coloco todos na segunda alternativa em todos os quesitos já que o próprio sistema se encarrega de demonstrar todos os dias essa realidade incontestável.

Não somos governados, não somos representados, somos sim, "manipulados" e por isso, e somente por isso, não podemos decidir nem se queremos ou não comparecer frente à urna. Poucas nações ainda insistem no voto-obrigatório, pouquíssimas. Provavelmente seremos uma das últimas, senão a última a adotar o voto-facultativo, isso porque "elles" se sentem melhor assim.  Assim como ocorreu com a abolição da escravatura, teremos ainda que suportar esse insulto de nação que precisa ser "tocada" e não governada.

Finalmente ontem, um comentário meu FOI  PUBLICADO no blog do Reinaldo Azevedo, isso é muito difícil, pois sou lá considerado um "petralha", já em outro blog que costumo frequentar e que o dono, o jornalista Ricardo Kotscho sempre publica mesmo sabendo que não sigo muito suas linhas, porém, contesto sempre.
Mas meu comentário no blog do Azevedo foi retirado depois. Escapou do crivo da censura dele e depois de devidamente "dedurado" por algum leitor, foi retirado.

Os blogs, tem sido o único local onde podemos expressar nossas opiniões, no entanto, dependendo dela (a opinião) e dependendo da linha do blog, raramente podemos nos expressar. A exceção, fica por conta do blog do Kotscho que ainda mantém uma enorme tolerância nesse sentido. O problema são os outros comentaristas que se sentem "invadidos"  - Como esse cara tem a coragem de invadir aqui pra dizer isso? 


Não sei, eu me sinto mal em ser  "Maria vai com as outras", por isso não gosto de ficar nesse lambe lambe da maioria dos comentaristas, por isso acabo sendo rotulado de ambos os lados, quando na verdade busco apenas alguma coerência nos assuntos, e não brincadeiras apelativas. Ninguém reconhece quando erra, ninguém reconhece quando comete algum excesso, ninguém se desculpa, estão todos sempre cem porcento certos e os outros cem porcento errados, não há margem para tais extremismos.

O comentarista mais sério é obrigado a se ver como bandido, como infeliz, como o maior filho-da-puta que possa existir apenas por discordar.

Não...não é democracia quando tentam calar aqueles que pensam por si próprios e são constantemente ridicularizados. Não é democracia quando tentam justificar os injustificáveis, defender os indefensáveis, apresentando argumentos estúpidos, brincalhões, ou de desvio de assuntos.

Nessa guerra suja em que sempre me cobraram um lado, estarei sempre do lado do país, não dos partidos que se engalfinham buscando poder. O tal "nós contra eles" parece ter tomado outra dimensão.
Ou o Brasil acaba com os políticos safados, ou os políticos safados acabam com o Brasil.

Sempre lembrando que ao menos até o momento, "político safado" nada mais é do que um "pleonasmo"





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