AINDA, NO SÉCULO 21

Fazendo minhas costumeiras pesquisas na internet, acabo batendo em alguns videos macabros sobre execuções.
Lá vem aquela curiosidade mórbida que todos temos, mas que dificilmente costumamos confessar, até porque os programas de maior audiência, são justamente os que apresentam maiores índices de baixarias e apresentações das misérias humanas. Prefiro nem assistir, mas nesse caso em particular, o das execuções, não pude me conter.
Como pode um ser humano caminhar tão resoluto para o espetáculo de sua própria morte sem sequer reagir?
O patíbulo montado, o circo cheio (no caso de países totalitários) e o carrasco somente aguardando o momento.

Em países mais sérios, essas atividades são ao menos executadas em ambientes mais íntimos por assim dizer, mas em outros onde o povo deve ser mantido sempre no "cabresto" o ato é PÚBLICO!!!!

Até crianças podem assistir.

Em países mais sérios, os condenados o foram por crimes, em outros, por razões diversas como a preferência sexual, a opinião, a divergência ideológica, ou até a religião. Justamente nesses os extermínios são públicos.

Não que os tais países sérios estejam certos, matar sob qualquer aspecto para mim é um crime hediondo.

A pena capital é usada como último recurso em muitas sociedades para inibir o crime, já em outras sociedades mais radicais, para punir e exemplificar os que não compactuam com o organismo social criado.

Um busca seguir a lei, o outro em inventar leis absurdas e sem sentido.

Tivemos nosso momento triste na história, mas superamos. Outros ainda caminham nessa vergonha que de tanta vergonha, os escondem em salas ou compartimentos fechados.

Os outros que exploram essa barbárie apenas para semear o medo e não o respeito, se comprometem consigo mesmo em não abrir mão do respeito à vida.

Qual seria maior afinal, a fila dos cadáveres executados em países comunistas e socialistas, ou nos dos ditos capitalistas?

Quantos criminosos foram executados na América, ou quantos idealistas foram executados em Cuba? Na China? Na URSS?
Até que ponto se pode discutir sobre os direitos humanos? Até onde se pode avançar em argumentos prós e contras, se é que ainda se precise sequer apelar para argumentos?

Dirigentes assassinos se mantém no poder lubrificados pelo sangue daqueles que lhes alimentaram com o próprio "elixir da vida" e isso não está no passado tão distante assim. Em países mais sérios, os dirigentes mudam, não ficam tanto no poder. Devem seguir a orientação do povo que os pode trocar.

Embora existam países que mantém essa troca, mas praticam esse canibalismo moral por seus dirigentes religiosos que na verdade, são os que verdadeiramente mandam.

Certa vez, um louco idealista pediu o perdão para aqueles que o executavam baseado na falta de conhecimento do ato que praticavam.

...e pelo visto, parece que ainda "não sabem o que fazem".




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