DEDOS NÃO CALAM

Fico aqui pensando nessa polêmica toda sobre a tal passeata gay, ocorrida na Av Paulista nesse último domingo com todas aquelas provocações costumeiras.  Um monte de amigos se declaram revoltados sobre a questão religiosa que os gays desrespeitaram.  Bem...seria muita hipocrisia da minha parte se fosse condená-los por se manifestarem dessa forma.   Eu explico!
Em primeiro lugar, devo dizer que sou tolerante quanto aos gays.  Desde que os mesmos não encostem em mim.  As lésbicas, desde que sensuais, eu tenho até um certo tesão, embora ache, no fundo um grande desperdício, mas vá lá!   Essas duas coisinhas já me renderam rótulos de homofóbico, mas deve ser de gente que não sabe ou não quer separar as coisas. Uma coisa é respeitar um ser humano, já outro é ser obrigado a aceitar toques indesejáveis.  É tudo uma questão de saber interpretar e, consequentemente, respeitar.
Mas voltando a parada e seus desdobramentos religiosos.  Eu nasci numa família cristã, fui batizado etc e tal, mas vejo o Cristo de outra forma.  Não necessariamente na forma carnal, mas sim, na espiritual.  Portanto, apesar de fraquejar tantas vezes, busco me manter dentro da coerência o máximo que posso.  Não vejo motivos, no entanto, de ficar perseguindo aqueles que procedem  fazendo gracejos provocativos  já que, também protestei contra o ataque àquele jornal Francês Charlie!
Se vejo mulheres introduzindo santos em suas vaginas e homens se fantasiando de santos praticando atos obscenos, só posso mesmo virar para o lado e nem procurar entender, já que, é tão somente uma provocação infantil.  Existem sim, aqueles que partem para a agressão.  Talvez se inspirem na Santa Ira de Cristo no Templo contra os mercadores, ou pelo menos tem essa desculpa.

Uma coisa é certa.  Mesmo sendo indiferente às provocações, tenho que admitir que eles, tem coragem para mostrar os rostos, bem diferentes daqueles terroristas encapuzados que costumam depredar e agredir em bandos. Esses sim. Agridem muito mais do que os pobres provocadores.

Em bando todos são valentes. Em bando e sob o anonimato são os heróis dos amigos. Em bando e protegidos pela lei imbecil da maioridade que ainda insistem em manter, menores de idade inimputáveis,  se deliciam e se deleitam sequestrando, estuprando e matando.  Quanto a isso sim, não sou indiferente, muito menos tolerante.

Em bandos, nossos políticos saqueiam o país.  E lá se vai uma outra chance de transformar nossa democracia em uma ...verdadeira democracia com a continuidade do voto obrigatório!  É a simples obrigatoriedade de se exercer um direito. Nada mais incoerente e completamente absurdo.

Parece que só assistindo a tudo calado...

...só na língua....nos dedos não !!!!!



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