MEDITANDO III

...(continuando)

Ressuscitando "De Gaulle" para lhe tomar a famosa frase de que o Brasil não é um país sério, fico então a lhe observar o olhar duro e penetrante aguardando uma resposta.  Realmente não há como lhe responder de forma positiva.

Quando observo nossos índices de segurança, educação, ou saúde, e comparo (novamente as comparações) com aquela  classe que diz nos representar no Executivo, Legislativo e Judiciário, onde desfrutam de tantas benesses próprias em educação, saúde e segurança, como posso pensar?

Lula disse, (e isso está gravado em vídeo) que o nosso SUS (Sistema Único de Saúde) está a beira da perfeição.  Disse que tinha até vontade de ficar doente só para poder usá-lo.  Pois sim.  Quando ficou mesmo doente, correu mesmo para o Sírio Libanês.  O mesmo Sírio que tanto criticou durante os tempos de sindicalista.  Não adianta.  Essa raça quando alcança o poder, é sempre a mesma. Existem inumeráveis motivos para se agarrarem a ele,  e não soltarem  mais.

Falando então sobre saúde pública, não é realmente uma das coisas mais notáveis nos Estados Unidos.  Mas também não me parece que eles por lá, todos os dias tem de recolher milhares de cadáveres espalhados pelas ruas daqueles que não tem um plano de saúde. Nenhum país no mundo, pode ser considerado o exemplo de perfeição, mas em contrapartida, muitos países no mundo podem perfeitamente se qualificarem no hall dos imperfeitos propositais.  Como o nosso.  As coisas não se resolvem aqui por que?  Porque não há vontade política....e por que não há?

Porque se mantiverem os problemas sempre constantes, terão sempre como se perpetuarem através de sinalizações falsas de atenção à esses problemas.
Digamos que consigam solucionar o problema da seca nordestina....e então?   Essa seca é necessária junto com todos os flagelados produzidos por ela, para que o coronelismo ainda sobreviva por lá!

Nada pode ser resolvido definitivamente.  Tudo aqui, deve e é sempre, empurrado com enormes panças preguiçosas e desonestas.

Isso ocorre em todas as coisas, sob todos os aspectos, e em todas as circunstâncias.  Quando algo aqui é finalmente resolvido, no mínimo, é porque em outro lugar, algumas outras pioraram.  Além do mais, tais problemas ditos resolvidos, são como uma moradia que solucionou o problema de uma família desabrigada.  Logo descobrem que a casa está rachando e caindo e que todo o material empregado foi de péssima qualidade e serviu como objeto de desvio de verbas e superfaturamento.

Estou começando há algum tempo, a fazer contato com muitos brasileiros que estão no exterior em busca de uma vida melhor e mais respeito e dignidade que não encontraram por aqui.  Muitos deles em sub empregos, conseguem até rendimentos maiores do que aqueles que estão exercendo funções acima deles. São dedicados e trabalhadores. São esforçados por conta do respeito e dignidade que obtiveram em terras que lhes dão oportunidades as quais lhes foram negadas brutalmente por aqui.

Todos os dias, levas de brasileiros deixam o país num êxodo até compreensível se estivéssemos em guerra, ou acometidos de uma epidemia, ou quem sabe sofrendo tragédias naturais de grande monta. Mas o que?   Onde está a Pátria abençoada por Deus?  Uma terra rica, extensa, simplesmente maravilhosa.  Dizem que cada povo tem o governo que merce...!!MENTIRA.   Nós jamais merecemos isso.  Simplesmente não é justo.  O que falta é simplesmente uma cultura melhor, uma consciência de cidadão por parte da maior parte da população que ainda se contenta sempre com migalhas tal qual os índio que aqui viviam seus maravilhosos "badulaques" trazidos pelos europeus.

Essa consciência já despertou e não foi por glória e graça de qualquer governante.

Foi por causa da globalização e da internet que abriu novos horizontes e janelas de perspectivas sobre nossa realidade.

Deixar o Brasil agora, portanto, não deveria ser a pauta de mais ninguém e sim, ficar e lutar cobrando, criticando, apontando, pois nós é que sustentamos tudo isso.  Não digo assumir um partido ou qualquer ideologia, mas sim, ter opinião própria e seguir seus próprios fundamentos e considerações sobre o que é realmente justo e necessário.

Não é porque o prefeito mandou asfaltar a minha rua que darei meu voto a ele.  Ele, afinal, não fez mais do que a obrigação.

Digo não às militâncias partidárias, porque eles (os militantes) não pensam.  Não raciocinam.  Apenas defendem àqueles que, na verdade, nem acreditam.  As siglas partidárias são agora como siglas futebolísticas.  A unicidade em torno de um eixo coerente se perde, portanto, em um país dividido e autofágico.  Tivemos uma copa do mundo e logo teremos as olimpíadas.  Mais uma vez será a hora do brasileiro pegar da gaveta aquela mesma bandeira que ele já nem lembra mais que existe e sacudi-la.  Isso não é patriotismo e sim patriotada.

O mesmo digo sobre aqueles que dizem de peito estufado que """...sou brasileiro e não desisto nunca"""  até a hora em que recebem seus passaportes na Polícia Federal.

(continua)



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