QUE PODER É ESSE? (CONTINUAÇÃO)

No meu post anterior talvez não tenha ficado muito claro o título do mesmo, afinal, trata-se de saber "que poder é esse". O poder que falo, é o tal poder exercido por aqueles que nos governam, que nos fiscalizam, que nos cobram, que nos limitam, e que em geral, são tratados por "excelências". Trabalham, ou aparentam trabalhar, em função de melhorar a vida da sociedade, de dar o "exemplo" de conduta, de tornar a vida dos brasileiros mais digna, enfim, recebem, e muito, exatamente para isso.

Temos os poderes Executivos, Legislativos, e Judiciários, isso, nas diversas instâncias Municipais, Estaduais e Federais, como aprendemos desde o tempo de escola. Também aprendemos sobre o tal "Quarto Poder" representado pela imprensa que a tantos incomoda e que na falta de alguma oposição, se vê obrigada à exercer essa tarefa. No entanto, precisa adentrar ao partidarismo, o que não é muito bom para uma democracia.

Nossos representantes diretos eleitos pelo voto se incumbem de "representar" NOSSOS interesses, o que raramente ou nunca fazem.  Os do judiciário não são eleitos por nós, portanto, deveriam se fechar cegamente em torno da constituição para elaborarem suas prerrogativas. Mas o que vemos é uma bagunça só. O que presenciamos diariamente é de enlouquecer até aqueles que não se interessam por política de forma que constantemente se manifestam dizendo NÃO GOSTAR!!

Eu também não gosto, aliás, eu detesto!  Mas tenho que reconhecer que a alienação pura e simples nos torna "bovinos" no matadouro.

Eu sempre me questiono do porque de nossos impostos serem um dos maiores do mundo, senão o maior, nossas taxas de juros beirarem a pornografia, e a razão de se ter o voto-obrigatório, já que numa democracia verdadeira existe o direito e não o dever.

A resposta é "PARA PODER ALIMENTAR ESSA RAÇA E SUAS CARNAVALESCAS FARRAS"...só isso.

Em países sérios, você sabe quanto esta pagando de imposto, ou quanto está pagando de juros de forma muito simples e objetiva, já aqui, tudo é convenientemente camuflado. Alguém por acaso (estou falando mais do povo comum) calcula o quanto vai pagar de juros em um financiamento de longo prazo? Sabe quanto vai ser recolhido aos diversos cofres públicos de tudo aquilo que desembolsou? É claro que não, só querem saber se dá pra pagar, e se não der, o cara dá um famoso jeitinho e pronto, senão, parte mesmo para o calote ou dependendo do tipo do cidadão, para a inadimplência.

Então, para se medir o desenvolvimento de um país, facilitam biônicamente esses financiamentos para que mais carros sejam vendidos, embora as estradas continuem uma merda,  facilitam de forma idêntica a aquisição de eletro eletrônicos, embora a nossa energia esteja sempre em ponto de estourar, como já aconteceu, enfim, fazem aquela festa mostrando ao povo que tudo vai melhorar sem se preocuparem com a sustentabilidade dessa melhora. Embolsam quantias absurdas sempre desviadas em cada movimento, e ainda ganham notoriedade por isso.
Mas políticos não desviam apenas para os próprios bolsos não. Como querem que suas fileiras partidárias sempre se mantenham no controle do país, investem pesadíssimo em "capitalizar" os próprios partidos. Daí que vemos sempre escândalos onde o dinheiro simplesmente desaparece para ser "encaixado" no tal "caixa dois" do partido...O famoso "não contabilizado" e que segundo um presidente nosso declarou em entrevista..."""-todo mundo faz"....ótimo... está então institucionalizado e pronto!

Agindo dessa forma, existem mecanismos que animam até os mais honestos à participar da "quadrilha", ou por pressão, ou por orientação, mas já que o caminho está lá aberto e tantos o percorrem, por que então os tais colegas de profissão se fazem de cegos, surdos, mudos e tetraplégicos em atitudes?

Porque podem agir livremente, porque sabem que a impunidade impera, porque tem ciência que serão protegidos até por opositores partidários, já que todos usam os mesmos artifícios, e convenhamos, não dá pra ser dedo-duro com "colegas" de trabalho, ou quadrilha!

Honestidade já se tornou sinônimo de "ser otário", eleitor então, de ser um escolhedor de nomes que irão surrupiar seus valores mais íntegros, tanto nas caladas da noite, como até publicamente e sem medo de ser feliz.

As únicas coisas que ainda sustentam esse país, estão nas confortáveis "commoditties" ou seja, nossos produtos não industrializados que estão com valores estratosféricos atualmente, seguidos logicamente pelas tais perspectivas petrolíferas.  Nossos bens maiores, como escolas e universidades seguem padrões de lesmas dopadas para aparentarem serem atletas. Tudo artificialmente colorido em propaganda e divulgação.
Nossa infraestrutura é de dar pena, não percebemos muito isso já que estamos tão acostumados a viver dessa forma que isso já virou mais um jeitinho de driblar os infortúnios. Ninguém mais protesta, ninguém mais se indigna, todos estamos nos transformando em "mortos vivos" obedientes e seguindo de cabeça baixa em direção ao patíbulo cantando orgulhosamente o Hino Nacional, (ao menos para aqueles que sabem a letra). Caso não saibam, serve o hino do corinthians, do palmeiras, do flamengo, e por aí vai.

Essa situação infelizmente tende a piorar, já que até nossos juristas estão se perdendo em papéis burocráticos tanto quanto recebem em "papeis moeda" para o fazerem. Existem excelências demais para serem sustentadas por pobres mortais lutadores do dia a dia.

Nossos suores, nosso sangue, nossas lágrimas, nossas esperanças, nossas vidas enfim, vertem como lubrificantes para acelerar cada vez mais os incontáveis "dutos" que alimentam a sanha de toda essa forma de excelência. De criação e adoração de mitos. De abstrações de quanto estão ganhando para se  perder, e o quanto perdem para que poucos ganhem.

...embora os holofotes sempre sejam dirigidos a pontos onde o entorno possa ser devidamente mantido na obscuridade. E é exatamente ali que atuam todas as forças em uma maldita cumplicidade convergente.




(ainda continua)

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