O QUE É IMPORTANTE, A MENSAGEM OU O MENSAGEIRO?

A guerra acirradamente declarada que encontramos em certos blogs na internet, expõem às mais diversas opiniões, sugestões, conceitos e evidentemente ataques e defesas mercuriais.

Tanto blogs esquerdistas, direitistas, ou que se dizem isentos, conforme o tema informado e proposto - já que incitam comentários -, carregam em sua área manifestações diversas, algumas agressivas, outras irônicas, mas o importante mesmo é a possibilidade que o leitor tem de se manifestar. De questionar o blogueiro, ou determinado comentarista.

Ocorre que, como em qualquer outro espaço frequentado publicamente, aparecem os famosos juízes da língua. Aqueles pseudo-intelectuais e "experts" na gramática, detentores do mais absoluto domínio da língua-portuguesa que não se conformam em buscar entender qualquer tipo de pensamento ou manifestação.

Ninguém quer se sentir como um imbecil linguístico, ninguém quer ser taxado como um ignorante, burro, analfabeto. Mas todos querem, e tem esse direito, à manifestação sobre aquilo que sentem em relação aos temas apresentados. Querem questionar, querem informar, querem expor sua opinião. Existem empresas que abrem espaços para sugestões de seus funcionários, sejam eles de qualquer nível funcional. Um simples e humilde faxineiro, pode estar detectando um problema sério em uma grande empresa, só que esse infeliz, por ser quem é no organograma, não é ouvido e se ouvido, ignorado.

Talvez milhares de pessoas de bem, tenham vergonha de se exporem, de emitirem suas opiniões, de expressarem seus receios, seus questionamentos, suas esperanças, por causa desses "juízes das letras". Pessoas altamente chatas que não se importam com a "mensagem", mas com a aparência do mensageiro.

Um profissional da informação ainda vá lá, mesmo não gostando de fazer isso, já alertei vários jornalistas (por e-mail, nunca na área aberta) sobre seus pequenos e compreensíveis "deslizes" ortográficos. Não porque tenha qualquer tipo de domínio na gramática, ao contrário, quem ler qualquer texto meu, vai é rir demais, pela minha estupides gramatical, mas para ajudar só isso.

A língua portuguesa, talvez, seja a única em que você precise de um codificador e o descodificador, entre emissor e receptor. Traduzindo, o sujeito que envia uma mensagem, precisa de um codificador (dicionário) para emitir com mais eloquência uma mensagem que será descodificada pelo receptor do mesmo modo.

No final, quase ninguém se entende.

O que você faria se recebesse uma mensagem desse tipo?



" Agora eu pergunto: Quem é este cidadão que atende por este patronímico para propagar esta verrina não só vexante como metuenda? Apenas um rapsodo, veabolante, sorrelfa e tramposo. Prolificentíssimos em chocarrices e parastes e que em uma das janelas de jar aguateiros e falta de profícuos que fazeres teve o ousio de profilgar o léxico copátrio com esta objurgatória quentóxina. Escuse-me o impertérrito semáculo por acometer contra as suas oiças com expressões tão simples, esquisapapalvas. Mas o assunto deve ser pendorado com toda clareza como estou fazendo. Não espere o proditor minhas profalsas por tal assertiva que nada mais é do que um vitupério, um menoscabo, procedimento soez - característico dos procazes valdevinos, mel hortes , zagorrinos e pataratas. O que é litigável litiga-se, diga-se de passagem. Será ele um folas que necessite de égide ou, quem sabe, um aclófobo que busca malsinação. Frenopata não é, pois, quando ainda subjacente, o vi fornecer a um médium de sorte um autógrafo chibunte, e, ao que me consta, cotriba não quis ser por zumbaia e nenhuma quizila, diga-se de passagem. (Podes crer. Podes crer, amizade.) Não sou um nubívago, nem me julgo um hermeneuta a viver barbialçado com ignaros a me sorrabar, porque a mim ninguém sorraba. Ele, sim, adora ser sorrabado pela simples razão de se achar um aríolo. Realmente, ele tem frenesia ror. Mas e daí? Qual é a dele? Sejamos debatiços. Saiamos da hebetude desta sorda panície undíflua diante à que estamos da gambérria de um pacóvio que já canonizou por alboroqueses que hoje rebimbado plebeíza nossa língua. Mas quem é que não entende o português? Nosso idioma é de uma clareza vítria, ebúrnea, de facílima captação. Os hodiernos é que tudo me choutearam com uma verbiagem que nada mais é do que um mistifório com palavras impedientes de qualquer entendimento. Falei simples como eu falei do pródromo desta parlanda usando os verbetes que usaria uma criança ainda pulcra e não haverá apodos ora, porra."


Essa "obra" foi descrita em vídeo pelo nosso saudoso humorista Chico Anysio.


Busquem no "decodificador" a essência dessa obra. Eu sinceramente não tenho saco!!!!

Já para aqueles "apaixonados" pelo tema e que porventura se encontrem com a provável dificuldade em pronunciar tais pérolas, aqui está o vídeo que sugere uma pronúncia mais adequada, nem sei se necessariamente correta. Afinal, Chico era humorista não é mesmo???

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