UM BEIJO PARA TI YORRALY

Não...!  Ainda não sou a favor da pena de morte. Nunca fui e, se Deus quiser, nunca serei.  Mas como pai de duas meninas, como brasileiro, como ser humano, não consigo encontrar uma maneira de entender certas atitudes.  O rapaz que matou de forma tão brutal a menina Yorraly, não deve pertencer à raça humana. Ao menos não a que eu conheço e respeito profundamente em todos as suas virtudes e imperfeições.

Um "dimenor" que espanca, tortura, e por fim, executa uma menina de 14 anos, com certeza não merece morrer, mas merece passar o resto de seus dias numa prisão. A legislação brasileira me envergonha profundamente nesse aspecto.  As pessoas que defendem a proteção desses "dimenores" de 18 anos, me entristecem, envergonham e me revoltam. Primeiro porque elas possuem seus próprios seguranças.  Estão salvas dos problemas que os outros mortais tem de enfrentar todos os dias.   Não sabe, sequer imaginam como deve se sentir uma mãe ou um pai que tem seu mais importante tesouro subtraído de forma tão covarde.

Sinceramente.  Não sei como alguns pais ainda conseguem viver com isso.  Talvez aquela força desconhecida lhes ampare os corações. Talvez a própria Yorraly esteja confortando sua mãe nesse momento. Mas quantas Yorralys perdemos todos os dias nesse país que mata mais de 50 mil jovens por ano?  Quando será que vão encarar esse problema de frente?  Quando será que irão parar de se acovardar e criar mecanismos sim de justiça?  A impunidade não pode ficar restrita somente aos poderosos que agora já começam a arrumar suas malas para deixar a prisão. Enquanto os mensaleiros, bandidos, criminosos, e da pior espécie se confraternizam alegando que foram beneficiados "em nome da lei", outros marginais seguem seus rumos como se nada houvesse acontecido.  Como esse monstro que matou Yorraly e foi assistir futebol para torcer para seu time e depois foi ao dentista cuidar da aparência.

É humanismo proteger pessoas assim?  É civilizado manter essas leis que não conseguem acompanhar a realidade cruel da natureza humana quando não tem limites???

Deixo aqui essas questões junto com meus sentimentos mais profundos aos pais do rapaz monstro por estarem se sentindo culpados pelo nascimento dessa espécie híbrida, e para a mãe de Yorraly.

O nome dela foi divulgado. O dele não!   Hoje ele deixou de ser "dimenor"....mas continuará sendo "dimenor" em todos os sentidos que a vida um dia lhe possa mostrar que é.

...e enquanto isso assisto impotente meus dois tesouros mais preciosos saírem a cada dia para viverem suas vidas. Rezando para que jamais encontrem um dessa raça pelo caminho. Nesse ponto....somente nesse ponto eu sou 1000 % racista....e com agonioso orgulho!!!!



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