DISCUTINDO AS RELAÇÕES

Existem grandes preocupações hoje em dia sobre relacionamentos. A tal da D.R (discutir a relação) sempre esteve em alta.  Mas o que é mesmo uma relação além de uma base de troca onde homem e mulher, mulher e mulher e homem e homem buscam aturar o comportamento do/a outro/a esperando que essa/e também lhes ature.  A longevidade e qualidade vai depender da paciência e principalmente das conveniências.

Gastam-se rios de dinheiro para análises que nos transformam em  vítimas de uma ideologia que não existe. Sempre escondemos algo, sempre estaremos escondendo do outro/a , alguma coisa que consideramos inaceitável até pra nós mesmos.  Não parece existir, ou se existir, é muito rara, uma relação totalmente aberta e feliz.

Eu apostei num relacionamento totalmente inverso, com gostos diferentes, pensamentos diferentes e não deu muito certo.  A tal tolerância foi exigida ao máximo dos dois lados, embora traga saudades dos bons e longos momentos que durou em sua eternidade  "sheakespiriana" .  Saudades das loucuras que são no início, na luta e coragem para enfrentar problemas sérios no durante e na absoluta compreensão de ambos os lados quando se chega ao final de um relacionamento já desgastado.  Ao contrário dos mais antigos, não temos a necessidade social de insistir num convívio praticamente forçado. A sociedade já não cobra certos comportamentos de outrora.  Por isso, será cada vez mais raro  encontrarmos famílias em que ainda existam os vovôs e vovós maternos ou paternos para abraçar os netos juntos como nos comerciais de margarina.

Talvez isso seja apenas um progresso, ou evolução social, quem sabe?  O que eu sei é que insistir em algo que já não está mais "mágico" apenas para cumprir tabelas, não tem chance!

Vejo minhas filhas com seus namorados e seus problemas.  A época mais linda de nossas vidas.  Mas também onde as preocupações em se relacionar se tornam imperativas sobrepujando até as mais básicas necessidades fisiológicas e mentais.  Chamam de amor ou paixão, mas a ciência diz explicar de outras formas menos assim românticas.   Mas basta o mistério acabar e pimba....começam  a se questionar do porque de continuarem reinvestindo.  Cada vez mais esses questionamentos abreviam as mais diversas relações.
Primeiro, porque a oferta supera a demanda e segundo, não existe mais a tal exigência social. Resultado ; cada um por si.

Mas e os filhos?  Quantos não são criados apenas por um dos dois, ou por avós, ou por alguma instituição pública?  A mais famosa "conveniência" já está perdendo sua importância há um bom tempo.  Muitos casais prolongam suas agonias em função dos filhos.  Mais uma exigência da sociedade na questão moral.  Porém, qual seria o certo?  Deixá-los?  brigar por sua guarda?   Bem, da minha parte não abro mão do amor que tenho pelas minhas.  Mas eu sou eu,  e não posso me colocar como um padrão aceitável ou não.  Faço assim porque gosto...porque amo minhas crias.  Não que as outras pessoas que não hajam da mesma forma não cultivem também esse amor. Não critico esse ponto.  Apenas aceito que cada um é cada um. Uma sociedade é feita e construída por indivíduos antes de coletivos.

Quero ser cada vez mais aberto às questões.  Mas mantendo minha originalidade própria. Essas são imutáveis.

Não sou estudioso do assunto. Escrevo o que sinto saia o que sair.  Isso em todos os quesitos. Acho que tenho que ser honesto e sincero mais comigo mesmo que com os outros. É difícil, mas tenho conseguido.
Afinal de contas, para ser fiel, é necessário, ou melhor, é imprescindível, ser fiel primeiro consigo mesmo.


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